Um MMOG para guardar na lembrança
RF Online
Ao contrário do que a grande maioria esperava, a iniciativa de inserir o Brasil no quadro de usuários de MMOGS pagos vai muito bem, obrigado, cada vez com mais títulos em seu acervo. Mas depois de grandes sucessos como Ragnarök Online e o intenso Guild Wars , a Level Up! não deve se deu bem com Rising Force Online , que é uma tentativa falha de explorar um mercado já saturado utilizando conceitos reciclados e que em nada acrescenta ao gênero.
Infelizmente, eles se utilizaram do já mastigado conceito de 'batalhas entre mundos, povoados por popuçaões extremamente diferentes'. O Resultado foi um joguinho 'água-com-açúcar' difícil de engolir, e diga-se de passagem, difícil de entender os comandos também. Felizmente este título é um divisor de águas por apostar e muito no seu design e interface gráfica, oferecendo imagens que poucos MMOGS conseguem.
CRENÇA E PODER
O ano é 9000 d.C, e a história se passa no fictício planeta Novus, localizado num sistema solar chamado Harp Vega. Novus, apesar de ser um planeta teoricamente pacífico, é o palco de uma das mais ferozes batalhas que o universo já viu: três raças distintas, sendo que todas elas já foram humanas um dia, lutam com todas as forças pelo controle das minas do planeta e pelos metais misteriosos nelas encontrados. Não é um enredo ruim, mas em momento algum durante o jogo a história do planeta e das raças é mencionada. Para se obter qualquer informação a esse respeito, é necessário que o jogador tenha a boa vontade de recorrer ao manual.
Para iniciar o jogo é preciso primeiramente declarar aliança a uma das três raças, ou seja, criar seu primeiro personagem. E aliar-se é, de fato, o termo mais correto para explicar o que acontece em RF Online , já que apesar de o jogador poder possuir vários personagens em sua conta, todos eles serão da mesma raça; portanto é bom pensar bem em qual delas escolher. Cada facção apresenta suas próprias características e seus próprios motivos para estar na batalha: os Bellato são o que sobrou da raça humana, agrupados em uma federação comercial que busca expandir-se cada vez mais; os Coritas são fanáticos religiosos que, com a ajuda de seu deus Decem, buscam a salvação; e os Acrecianos são seres mecanóides que abandonaram seus corpos carnais em busca de força física, e com isso subjugar todos que cruzarem seu caminho. Mas no final, ou melhor, no começo, tudo é bem igual. Isso porque as classes iniciais – guerreiro, caçador, especialista e espiritualista – são iguais para todas as raças, exceto para os Acrecianos, que não podem ser espiritualistas. Controlando um robô gigante ou um mago com traços élficos, o jogador será apenas mais um na multidão até que atinja o nível 30, que é quando se torna possível escolher uma classe intermediária, evoluir dentro de sua raça e participar de PVPs sem ser massacrado. Enfim, é quando o jogo começa de verdade.
Mas até lá há muito trabalho pela frente. Para chegar ao tão almejado nível 30, o jogador terá que cumprir uma série de quests que o ajudará a conseguir pontos de experiência de uma maneira mais eficaz. Mas acontece que o sistema de quests de RF Online é mais uma boa idéia mal aproveitada. Ao invés de usar missões como uma forma de dar ao jogador uma chance de conhecer melhor a história do jogo, assim como o planeta que agora ele habita, elas se resumem a matar um número X de monstros de uma determinada espécie ou ajuntar um monte de tralhas sob a desculpa de que serão usadas para pesquisas científicas. E para piorar, não é nem preciso se preocupar em como ativar as quests ou o que fazer quando se cumpre a missão: tudo se resolve por conta própria. As supostas informações científicas são enviadas instantaneamente para os respectivos quartéis generais, enquanto novas missões surgem como pop-ups intermináveis na tela. Assim, sobra mais tempo para clicar nos monstros e observar suas barras de vida diminuir. Tudo bem que clicar e observar é a base da grande maioria dos MMORPGs, mas até que se chegue a níveis altos, é só o que há para fazer. E, sendo um iniciante, é melhor se poupar do trabalho de tentar se engajar socialmente, pois o máximo que se pode obter disso é ser excluído ou ignorado.
A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DE SER
Enquanto a maioria dos MMORPGs tenta enfatizar a diversão e o trabalho em grupo como forma de atrair e manter jogadores, esses são dois conceitos praticamente esquecidos em RFO . Além da mecânica ser um tanto quanto penosa, o jogo inconscientemente incentiva o jogador a manter-se isolado das multidões se quiser que suas caçadas sejam frutíferas, sem contar com todos os outros problemas citados antes, e otras cositas más.
Mas o que torna RFO uma experiência fraca não é a qualidade dos gráficos, mas sim a jogabilidade em si. Pequenos detalhes como controles limitados e não customizáveis podem passar despercebido por alguns, mas o trabalho que dá cumprir as quests e subir de nível não é tão irrelevante. Aos jogadores que têm amigos no jogo, é bom rezar para que eles façam parte da mesma raça, ou será impossível interagir com ele de outra forma que não os atacando. E mesmo que se tenha amigos da mesma raça, não é difícil perceber que caçar em grupo é um verdadeiro atraso de vida, pois a quantidade de experiência que se ganha diminui e o trabalho de matar os monstros aumenta numa relação exponencial. O que era para ser diversão acaba se tornando obrigação e, por mais interessante que o jogo possa se tornar mais para frente, nem todo mundo vai ter paciência para conferir. E mesmo sendo o PVP o enfoque principal do jogo, há apenas um mapa destinado a isso.
Apesar dos efeitos sonoros sofríveis e repetitivos, a trilha sonora consegue criar certa atmosfera e fazer com que o jogador se sinta dentro do jogo pelo menos um pouquinho,mas não o suficiente para salvar o dia.
De fato, o jogo é uma interessante variação de todos os jogos
que oferece não uma disputa contra um único oponente para buscar o seu objetivo. Mas de fato também que é muito penoso você precisar gastar horas até atingir a habilidade mínima para começar a aproveitar o jogo e experenciar as variadas situações que ele tem a oferecer.
Resumindo: Está com tempo de sobra?[muita sobra]. Este provavelmente deve ser um dos primeiros jogos que você deve escolher para jogar.
Infelizmente, eles se utilizaram do já mastigado conceito de 'batalhas entre mundos, povoados por popuçaões extremamente diferentes'. O Resultado foi um joguinho 'água-com-açúcar' difícil de engolir, e diga-se de passagem, difícil de entender os comandos também. Felizmente este título é um divisor de águas por apostar e muito no seu design e interface gráfica, oferecendo imagens que poucos MMOGS conseguem.
CRENÇA E PODER
O ano é 9000 d.C, e a história se passa no fictício planeta Novus, localizado num sistema solar chamado Harp Vega. Novus, apesar de ser um planeta teoricamente pacífico, é o palco de uma das mais ferozes batalhas que o universo já viu: três raças distintas, sendo que todas elas já foram humanas um dia, lutam com todas as forças pelo controle das minas do planeta e pelos metais misteriosos nelas encontrados. Não é um enredo ruim, mas em momento algum durante o jogo a história do planeta e das raças é mencionada. Para se obter qualquer informação a esse respeito, é necessário que o jogador tenha a boa vontade de recorrer ao manual.
Para iniciar o jogo é preciso primeiramente declarar aliança a uma das três raças, ou seja, criar seu primeiro personagem. E aliar-se é, de fato, o termo mais correto para explicar o que acontece em RF Online , já que apesar de o jogador poder possuir vários personagens em sua conta, todos eles serão da mesma raça; portanto é bom pensar bem em qual delas escolher. Cada facção apresenta suas próprias características e seus próprios motivos para estar na batalha: os Bellato são o que sobrou da raça humana, agrupados em uma federação comercial que busca expandir-se cada vez mais; os Coritas são fanáticos religiosos que, com a ajuda de seu deus Decem, buscam a salvação; e os Acrecianos são seres mecanóides que abandonaram seus corpos carnais em busca de força física, e com isso subjugar todos que cruzarem seu caminho. Mas no final, ou melhor, no começo, tudo é bem igual. Isso porque as classes iniciais – guerreiro, caçador, especialista e espiritualista – são iguais para todas as raças, exceto para os Acrecianos, que não podem ser espiritualistas. Controlando um robô gigante ou um mago com traços élficos, o jogador será apenas mais um na multidão até que atinja o nível 30, que é quando se torna possível escolher uma classe intermediária, evoluir dentro de sua raça e participar de PVPs sem ser massacrado. Enfim, é quando o jogo começa de verdade.
Mas até lá há muito trabalho pela frente. Para chegar ao tão almejado nível 30, o jogador terá que cumprir uma série de quests que o ajudará a conseguir pontos de experiência de uma maneira mais eficaz. Mas acontece que o sistema de quests de RF Online é mais uma boa idéia mal aproveitada. Ao invés de usar missões como uma forma de dar ao jogador uma chance de conhecer melhor a história do jogo, assim como o planeta que agora ele habita, elas se resumem a matar um número X de monstros de uma determinada espécie ou ajuntar um monte de tralhas sob a desculpa de que serão usadas para pesquisas científicas. E para piorar, não é nem preciso se preocupar em como ativar as quests ou o que fazer quando se cumpre a missão: tudo se resolve por conta própria. As supostas informações científicas são enviadas instantaneamente para os respectivos quartéis generais, enquanto novas missões surgem como pop-ups intermináveis na tela. Assim, sobra mais tempo para clicar nos monstros e observar suas barras de vida diminuir. Tudo bem que clicar e observar é a base da grande maioria dos MMORPGs, mas até que se chegue a níveis altos, é só o que há para fazer. E, sendo um iniciante, é melhor se poupar do trabalho de tentar se engajar socialmente, pois o máximo que se pode obter disso é ser excluído ou ignorado.
A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DE SER
Enquanto a maioria dos MMORPGs tenta enfatizar a diversão e o trabalho em grupo como forma de atrair e manter jogadores, esses são dois conceitos praticamente esquecidos em RFO . Além da mecânica ser um tanto quanto penosa, o jogo inconscientemente incentiva o jogador a manter-se isolado das multidões se quiser que suas caçadas sejam frutíferas, sem contar com todos os outros problemas citados antes, e otras cositas más.
Mas o que torna RFO uma experiência fraca não é a qualidade dos gráficos, mas sim a jogabilidade em si. Pequenos detalhes como controles limitados e não customizáveis podem passar despercebido por alguns, mas o trabalho que dá cumprir as quests e subir de nível não é tão irrelevante. Aos jogadores que têm amigos no jogo, é bom rezar para que eles façam parte da mesma raça, ou será impossível interagir com ele de outra forma que não os atacando. E mesmo que se tenha amigos da mesma raça, não é difícil perceber que caçar em grupo é um verdadeiro atraso de vida, pois a quantidade de experiência que se ganha diminui e o trabalho de matar os monstros aumenta numa relação exponencial. O que era para ser diversão acaba se tornando obrigação e, por mais interessante que o jogo possa se tornar mais para frente, nem todo mundo vai ter paciência para conferir. E mesmo sendo o PVP o enfoque principal do jogo, há apenas um mapa destinado a isso.
Apesar dos efeitos sonoros sofríveis e repetitivos, a trilha sonora consegue criar certa atmosfera e fazer com que o jogador se sinta dentro do jogo pelo menos um pouquinho,mas não o suficiente para salvar o dia.
De fato, o jogo é uma interessante variação de todos os jogos
que oferece não uma disputa contra um único oponente para buscar o seu objetivo. Mas de fato também que é muito penoso você precisar gastar horas até atingir a habilidade mínima para começar a aproveitar o jogo e experenciar as variadas situações que ele tem a oferecer.
Resumindo: Está com tempo de sobra?[muita sobra]. Este provavelmente deve ser um dos primeiros jogos que você deve escolher para jogar.
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