Tabula Rasa: uma fábula com elfos, gnomos, aliens, num mundo repleto de artefatos extraterrestres, praticamente um conto de fadas com a presença alienígena. Além da inovação nos personagens, a ação e os combates são bem desenvolvidos, assim como o sistema de batalhas, dando um ar de talento e criatividade. É um jogo que merece ser observado para àqueles que se interessam por RPG.
Personalidade
Um dos aspectos mais interessantes de Tabula Rasa é o momento em que cria seu personagem. É possível optar pela personalidade, mas não pela profissão. No início, todos são recrutas genéricos AFS (Alien Free Sentient), com gama de possibilidades de aprendizado de armas e técnicas. Depois, pode-se optar por algumas das oito classes, separadas pelo estilo de combate de cada uma, mas é preciso esperar até o nível 30 para finalmente escolher sua profissão final. Fator positivo: o jogador pode clonar seu personagem para analisar todas as possibilidades.
Há mais no game do que a simples escolha de profissões. Artefatos chamados Logos estão escondidos durante o jogo, nos dois planetas que servem de pano de fundo ao game. Com Tabula Rasa, os logos são elementos importantes para recriar a linguagem anciã que libera o poder universal. Se você é do estilo caçador, que deseja colecionar todos os poderes, então será um buscador de Logos.
Controle simples + batalhas = Diversão
Os controles de Tabula Rasa se assemelham a um jogo em terceira pessoa. O mouse funciona como mira, com os botões como gatilhos e para o uso das habilidades especiais. A forma de comandar todas as possibilidades do controle (com mouse e teclado) é simples. É importante aprender os comandos, porque os inimigos, muitas vezes, são fortes contra determinado tipo de munição, mas fracos contra outros, necessitando de rápida troca de armas.
Tabula Rasa faz bom papel no conceito de luta. Os adversários são de todos os tipos imagináveis, desde aracnídeos até monstros no melhor estilo ameba. Enfim uma fauna absurda de oponentes. O game cria surpresa, porque, a qualquer momento, naves entupidas de soldados podem aparecer e desovar passageiros dispostos a lutar em sua frente.
Algumas missões podem ser um pouco travadas. O mapa de Tabula Rasa é linear e, ao contrário de outro games de RPG, a exploração é pouco viável. As missões são extremamente focadas. Assim que uma termina, abre-se portal para outra, sem a exploração costumeira. Porém, no meio das missões, o jogador pode encontrar várias “submissões”, desafios a serem completados, batalhas e algumas missões em grupo. Isso leva bastante tempo e é muito divertido. Positivo: a maior parte das missões possui uma história por trás para explicar o motivo, fator que atrai muitos jogadores ao game.
Visualmente fraco
Ao que parece, Tabula Rasa não é game para se olhar por muito tempo. O jogo oferece poucos visuais bonitos, as cores se confundem entre castanhos, laranjas e outras cansativas. Com tom claro, entende-se que o objetivo é deixar o jogo visualmente leve, mas as cores pesam. Além disso, há pouca exploração dos gráficos, deixando o jogo relativamente simples. O som, ao contrário, está interessante. Podem-se acompanhar os sussurros durante as corridas e os rosnados dos animais esquisitos de Tabula Rasa. As vozes dos personagens foram bem construídas e estão interessantes, assim como a trilha sonora, que acompanha o desenvolvimento do game.
Tabula Rasa impressiona pela quantidade de personagens pouco encontrados no mundo dos games. É um RPG divertido, que pode ser jogado em grupo ou individualmente, com entretenimento comum e poucas surpresas. O jogador deve aproveitar e se divertir com o potencial divertimento que o game deve proporcionar, sem criar muita expectativa.