PARTE TÉCNICA
Os gráficos ficaram parcialmente bons. Castlevania 64 ganha uma ambientação muito boa, ao que parece, foi inspirada no game Tomb Raider. A Konami conseguiu recriar o castelo do Conde Drácula de uma forma bem bonita.
As florestas, as cavernas, os salões internos do castelo e até mesmo a clássica escadaria, que antecede o combate final contra Drácula, ficaram muito legais, só acho que a clássica Torre do Relógio poderia ter sido mais bem feita.
Durante todo o game é notável a presença de uma nevoa que estraga uma ambientação que deveria ser perfeita. Mesmo nos ambientes fechados a nevoa marca presença.
Reinhard e Carrie ficaram com um acabamento muito estranho, digamos assim, seus desenhos ficaram quadrados demais, já os inimigos ficaram bem interessantes. Destaques para o fato de que há uma pequena apresentação para cada novo monstro encontrado como se fosse um pequeno filme.
Velhas criaturas de outros games da série dão as caras nesta conversão. Os clássicos esqueletos que surgem saindo do chão, os homens peixes, as clássicas cabeças de medusa (que tem uma participação quase que zero no game, mas pelo menos a Konami lembrou que elas existem), e a aparição do chefão mais clássico da série, a Dona Morte. O Drácula em sua forma final também ficou muito bem feito.
Curiosidade: Mesmo gostando muito deste jogo é preciso citar uma das gafes mais ridículas que eu já vi em um jogo de vídeo game. Imagine só, um game ambientado num castelo da idade média e em um corredor sombrio você dá de cara com um... Esqueleto de motocicleta? Isso mesmo, estes esqueletos costumam aparecer com freqüência no game.
Provavelmente a Konami esqueceu de citar que o Dr. Emmet Brown e seu DeLorean fazem uma participação especial no game e levam algumas motocicletas para os exércitos do Conde Drácula dar um passeio pelas florestas. Errou feio, Konami.
Os efeitos sonoros estão muito bons, existem vozes em alguns momentos. O chicote ganhou um som bem suave aqui, o som das magias de Carrie também estão ótimos. A trilha sonora é bem suave e tensa.
A música da segunda fase é uma das melhores do jogo todo, infelizmente faltou um volume mais respeitável para se curtir a trilha desse jogo. A música da tela de inicio é uma das mais lindas que já ouvi em um game da saga Castlevania.
AGORA, O QUE REALMENTE MATA ESTE GAME
Este quesito não mata apenas Castlevania 64, mas sim, muitos games e em especial muitos games que foram feitos para o Nintendo 64. As câmeras.
Nas primeiras fases este problema não chega a ser um grande incomodo. Mas se torna uma fonte de irritação constante perto do fim do game. Na Torre de Execução e na Torra de Cristal você precisa saltar por muitas plataformas e as câmeras atrapalham demais nesses momentos. De modo que você chega a cair várias vezes, devido às mudanças inesperadas na visão de jogo.
Por conta deste fator muitos fãs passaram a desprezar Castlevania 64 e com tempo até mesmo as revistas especializadas detonaram o jogo. Mas não da pra negar as câmeras realmente ajudam a estragar este jogo.
Castlevania 64 traz uma dificuldade mediana. Apesar das câmeras atrapalharem você nunca vai poder dizer que não terminou o jogo por que as câmeras dificultaram. Os chefes não apresentam grande dificuldade, nem mesmo a Morte está tão difícil como nos games anteriores.
O que pode deixar Castlevania 64 trabalhoso são as fases nas quais você precisa resolver alguns mistérios e achar chaves para abrir determinadas portas. Porém, o Drácula deste jogo esta entre os mais difíceis de toda a franquia.
PÉSSIMA CONVERSÃO? NEM TANTO!
Castlevania 64 ficou dois anos em fase de desenvolvimento, é preciso concordar que com tanto tempo em fase de desenvolvimento poderíamos ter um melhor resultado. Apesar da nevoa, as câmeras e os esqueletos motoqueiros, Castlevania 64 é um bom game.
Eu já passei boas horas me divertindo com este jogo. Não acho correto dizer que esta é uma conversão 100% fracassada, é claro que na sua conversão perdeu um pouco do velho charme da série, mas manteve a alma do que um game da saga Castlevania deve ter.
No mesmo ano saiu também para o Nintendo 64 Castlevania: Legacy Of Darkness, o segundo game talvez tenha sido até mais fracassado que o primeiro, devido as fatores de que o personagem principal não é um Belmont, e sim um lobisomem, e que este é praticamente o mesmo velho Castlevania 64, só que com uma extensão nas fases e a adição de algumas novas. O ponto bom é que neste você tem um controle nas câmeras e o faz ser divertido.
Eu recomendo que qualquer fã da saga Castlevania tenha a paciência de terminar Castlevania 64, pelo menos uma vez, para ter uma opinião 100% formada. Até ouso a fazer uma pequena comparação. Pois enquanto Castlevania 64 traz câmeras ruins, traz também ambientes bem diversificados, enquanto os Castlevanias para Playstation 2 dão sono de tantas salas iguais. Sinceramente, prefiro jogar as conversões do Nintendo 64 do que dormir jorgando Lament Of Inocence e Curse Of Darkness.