Mistério nas ruínas Maias I
Pitfall: The Maian Adventure

PITFALL RENASCE NA NOVA GERAÇÃO DE CONSOLES
Para a felicidade de muitos, a Activision trouxe de volta um de seus maiores clássicos. Se Pitfall já era bom no Atari, imagina só na nova geração de consoles. Sendo assim, Pitfall ganhou uma excelente conversão para o Super Nintendo e Mega Drive em 1994 com o nome de Pitfall: The Mayer Adventure. Gráficos de primeira, jogabilidade renovada e um enredo bem interessante.
Pitfall é um adolescente filho de um famoso arqueólogo, seu sonho é seguir os passos do pai. Atualmente, seu pai estava na busca de uma antiga estatueta pertencente ao povo Mayen, as ruínas desta antiga civilização foram camufladas por uma densa floresta que ficou conhecida como a floresta Mayen. O jovem Pitfall acompanhou o seu pai nessa viagem, tudo estava muito bem até o momento em que eles encontram a estatueta. Quando a encontram, o pai de Pit é seqüestrado por algo desconhecido. Agora, o jovem Pitfall vai tentar resgatar seu querido pai, mas para isso, ele vai descobrir que os antigos poderes da civilização mayen ainda estão acordados, e são mais perigosos do que ele imagina. (Curiosidade: No jogo, esta estatueta tem a forma do Pitfall. Vai entender!).
NOVO JOGO, NOVO VISUAL
O jogo segue um estilo plataforma bem comum naquela época. Você vai se aventurar em florestas, cachoeiras, minas abandonadas, templos antigos e outros cenários. O visual não lembra nadinha aquele joguinho besta do Atari. Se o Pitfall do Atari parecia ser infantil, o da geração 16 bits tinha um visual mais adulto e até mesmo mais tétrico.
Os gráficos são muito bons, os ambientes ficaram ótimos e com cores bem balanceadas e com leves tons frios. Existem detalhes que deixam os cenários mais realistas, nas florestas as folhas se movem com o vento, há efeitos de raios, nas fases dos templos há névoas que deixam o cenário bem mais interessante. Os desenhos dos personagens foram bem trabalhados, ao contrário do que se imagina, Pitfall tem um visual bem casual de um típico adolescente perdido na selva. Os inimigos variam, você enfrenta macacos, leões, cobras, escorpiões e também esqueletos, arqueiros e até magos antigos.
Os efeitos sonoros são interessantes. Os passos de Pitfall soam de acordo com o chão que se esta pisando, se ele estiver na selva os passos ficam mais abafados na terra, se estiver andando em um templo os passos ficam mais altos, nas fases da cachoeira você pode ouvir o barulho da queda da água.
A trilha sonora é bem fraca. Na verdade, eu acredito que ficou totalmente desnecessária, já que o legal do jogo é os sons de ambiente que dão mais realismo há quem esta jogando. As músicas são tão baixas que nem chegam a fazer diferença se existem ou não. Em resumo, achei a trilha sonora péssima.
Os controles são bem legais. Pitfall pode pular, se pendurar em cipós, andar se arrastando para passar por lugares pequenos e também atacar com três tipos de armas. Você pode usar um velho cinto como chicote, pode atirar pedras, bumerangues e pedras mágicas que podem matar todos os inimigos que aparecem na tela. O chicote comum é a única arma que não gasta, por isso, guarde as demais para usar em situações mais difíceis, como em chefes por exemplo.
Os comandos respondem muito bem, mas tem uma diferença entre eles no Mega Drive e Super Nintendo. O controle do SNES tem mais botões, por isso cada arma fica em um botão diferente, já o controle do Mega Drive tem poucos botões, por isso você precisa selecionar uma arma por vez para usar. Isso não é nenhum problema, é claro, digo isto apenas para mostrar as leves diferenças entra as duas plataformas.
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