DIVERTIDO, MAS ÀS VEZES CANSATIVO
Pitfall não é um jogo difícil, mas também não é assim tão fácil. Algumas armadilhas das fases se tornam bem previsíveis depois de passar por elas pelo menos três vezes em uma única fase. Geralmente serão crocodilos que abrem e fecham a boca em lagos, bolas de fogo, areias movediças e pequenos buracos no chão da onde saem cobras. Mas o fato do jogo ter muitas fases faz com que ele pareça ser difícil. Há pouquíssimos chefes para se enfrentar e somente o ultimo chefe é trabalhoso de ser vencido.
Pitfall consegue ser um jogo de aventura que diverte bastante, mas se torna cansativo por dois pontos. O primeiro é por ter um número absurdo de fases, e o fato de elas serem muito longas. Acho que se fosse para ter tantas fases poderiam pelo menos botar passwords. Quando se joga Pitfall pela primeira vez o jogo é bem empolgante e viciante, mas depois de terminar pelo menos duas vezes você começa a cansar só de pensar que vai ter que passar por todas aquelas fases para ver novamente o fim do game. O segundo ponto que o torna cansativo é que os cenários começam a ficar repetitivos e enjoativos. Com certeza, vai ser difícil você sentir vontade de chegar ao fim deste jogo todos os dias.
Apesar desses pontos fracos, Pitfall é um jogo que consegue divertir e distrair, inclusive a Activision foi feliz em botar o jogo original do Atari sem nenhuma modificação gráfica e sonora como uma fase bônus nesse remake. Você pode acessar o jogo original através de passagens secretas em algumas fases e também através de códigos.
Pitfall: The Mayen Adventure foi uma conversão muito interessante. Poucos jogos do Atari voltaram a aparecer na nova geração de games. A Activision matou dois coelhos com uma cajadada só, deu a nova geração de jogadores uma nova aventura do herói, mostrou o primeiro game e ainda conseguiu matar a saudade dos marmanjos que jogaram Pitfall no saudoso Atari.
O sucesso do game foi tão grande que foi lançado até para computador, era o mesmo jogo do Super Nintendo e Mega Drive, só que com gráficos levemente mais detalhados e uma melhora da trilha sonora, pelo menos as músicas ficaram num volume mais aceitável e a qualidade até tornou a trilha sonora mais expressiva. Em 2001 o mesmo jogo tornou a ser lançado para o Game Boy Advance, claro que no portátil o jogo não ficou com gráficos tão bons e nem com um som de grande qualidade, mas a idéia foi boa. Pitfall é um bom jogo, apesar de cansativo depois de algum tempo, se você gosta de jogos muito longos vai querer jogar este várias e várias vezes.