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Vinicius Boreki - 28/01/2008 15:30

Se Doom conseguiu ser difícil, então Doom II conseguiu ser apelativo. Doom era dividido em três episódios e você podia escolher por qual deles começar. Em Doom II não há episódios, o lado bom nisso é que não acontece aquela coisa chata de perder todas as armas a cada novo episódio iniciado.

Falando nelas, o arsenal de Marine permanece o mesmo, somente uma arma foi adicionada: escopeta de cano duplo. A maioria dos Imp´s precisam de no mínimo dois tiros de escopeta para morrer, com a nova arma basta um disparo para detoná-los, com isso você perde menos tempo com os monstros.

Parece que os inimigos aqui tiram mais HP do que o normal já nas primeiras fases, a cada nova etapa a coisa fica cada vez pior. Imagine só: você entra numa sala pequena repleta de Barons Of Hell e liderados por um Cyberdemon. Ou pior, enfrentar dois Cyberdemons em uma só fase. Neste jogo, parece que os demônios aprenderam que a união faz a força, pois as emboscadas continuam presentes e estão mais frequentes. O momento mais crítico do jogo, destruir Baphemoth, bom, matar o monstro em si não é difícil, o difícil é fazer isso estando dentro de uma sala pequena e ver todo o tipo de monstro surgir a cada três segundos. Se você for um jogador respeitável, então com certeza vai encarar o desafio de chegar ao fim de Doom II sem o uso dos códigos. Pode parecer impossível, mas nada que muita paciência e muita estratégia não resolva.

O dobro de violência
Mas é claro. Nenhum jogo da série Doom ganha esse nome sem ter um alto teor de sangue. As críticas não intimidaram Romero e seu time de fazer Doom II um jogo violento. Pelo contrário, parece que resolveram dobrar o nível de sangue do jogo como uma forma de responder a todos aqueles moralistas contrários à violência.

Os corpos estendidos pelo chão aparecem com freqüência em todas as fases; nas fases finais, existem até salas que são totalmente decoradas por cadáveres. O nível de satanismo também foi elevado, com portas e quadros mais macabros. Na fase Spirt World, parece até que estamos de volta ao inferno do primeiro jogo. Doom II também deixou dois grandes mistérios até mesmo para os fãs. Aqui neste jogo há um mapa secreto, a fase é o castelo de Hitler do jogo Wolfenstein 3D, só que em vez de soldados nazistas você combate demônios. Ao fim da fase há uma sala com crianças amarradas em paredes, seriam crianças Judias mantidas como reféns? Outra coisa macabra acontece na batalha com Baphemoth. Se você usar o código de atravessar paredes para entrar na porta abaixo da cabeça de Baphemoth, verá uma cabeça humana empalada pertencente a John Romero, o criador de Doom.

Doom II: Hell On Earth não precisou ser muito diferente de seu antecessor para ser bom, bastou ser o essencial para completar o primeiro game. A Id Software só viria a lançar Doom III em 2004. Mas ninguém se importou muito em esperar 10 anos para uma continuação, já que até hoje todos ainda jogam Doom e Doom II: Hell On Earth. Já perdi a conta do número de vezes que detonei Doom II, um jogo que vai ser sempre lembrado como aquele que completou uma saga já perfeita.