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Bruna Calegari - 24/09/2007 15:30

Em 2002 conhecemos Sam Fischer, um agente secreto talentosíssimo que já havia sido enviado a todos os lugares do mundo para estar à frente de operações especiais americanas.Tom Clancy’s Splinter Cell tornou-se uma das franquias mais conhecidas do Xbox, graças a seus gráficos quase reais e ação sofisticada. Sem mencionar a jogabilidade única. Então, nada mais comum do que esperar o melhor da continuação da série, Splinter Cell Double Agent, para o “parrudo” Xbox 360 e para os consoles da nova geração.

Apesar de uma questão existencialista que força Fischer a juntar-se a uma organização terrorista modificar a estrutura da história antiga, o resto do game parece o mesmo- bom e velho - Splinter Cell de sempre. A maior novidade com certeza é o modo multiplayer, possível através dos serviços on-line de cada plataforma. Este modo oferece um jogo totalmente diferente da versão individual, podendo ser considerado a melhor parte dele.

Apesar dos games de Splinter Cell serem batizados por um autor (Tom Clancy), eles nunca tiveram uma história de verdade; uma narrativa própria. Mas tudo bem, isso porque Sam Fischer sempre foi um bom personagem, com uma personalidade única.

 

Herói ou bandido? Quem é Sam Fischer agora? 

Double Agent ameaça mudar esta fórmula, colocando pitadas de história na trama. Logo no início do jogo, Fischer perde a calma e acaba na prisão, após receber notícias nada acalentadoras. Infelizmente não há nenhum desenrolar de trama aí, já que nosso herói descobre que sua prisão foi fruto de uma armação de um grupo terrorista, chamado John Brown’s Army, ou para os íntimos, JBA.

Após algumas conversas o JBA aceita a presença de Fischer no grupo, mas apenas provisoriamente, pois ele ainda trabalha para a Agencia Nacional de Segurança Americana (coisa que os terroristas não sabem), o que obriga-o a ficar na dele e aprender tudo o que puder sobre os terroristas. Os líderes têm alguma personalidade, mas a maioria dos planos consiste em explodir prédios públicos.

A questão moral existencialista, como citada acima, começa quando Fischer começa a participar de missões para a organização e até ganha um rifle para combater. Mas ele não mata nenhum dos terroristas. Sim, você vai querer matar todos e dar o fora dali, mas não será possível. Calma, calma. Toda essa paciência será recompensada no final.

 

Campanha x Multiplayer = diversão garantida 

O modo de campanha vem cheio de novidades. Uma delas é a maneira de recuperar a saúde, já que não existem caixinhas de Health. Basta Sam ficar alguns minutos sem se machucar que sua saúde volta ao normal. Você terá acesso ao mapa na tela que indicará onde estão seus inimigos, mas ele só atualiza quando você para de se mexer, então vá devagar!

Uma característica interessante da nova versão é o sistema de confiança, chamado “trust system”. Funciona da seguinte forma: cada vez que você for visto por algum inimigo, perde pontos de confiança, tanto com a JBA quanto com a Agência de Segurança Americana. Quando um dos medidores estiver vazio, ou seja, quando muitos inimigos tiverem visto a sua cara, é fim de jogo na certa, pois os terroristas não hesitarão em matar um espião, enquanto os marines não hesitarão em matar um terrorista. Sim, você está vivendo em constante perigo, por isso, fique ligado.

Como já foi dito, o modo multiplayer pode ser considerado um game à parte. Existem vários mapas, e você pode escolher entre eles, apesar de serem bem semelhantes. A missão básica consiste em fazer os espiões baixarem os arquivos dos terminais enquanto os mercenários tentam impedi-los. Ou vice-versa.

Entre no mundo da espionagem e da dupla personalidade de Splinter Cell Double Agent, e descubra como é um game de ação de verdade. Opinião da própria gamer: adoro!