Reviva o terror psicológico de um clássico do PS2
Silent Hill 2

Silent Hill 2
Vendo o tremendo sucesso que a rival Capcom estava fazendo com Resident Evil, a Konami, casa de Solid Snake e do Wining Eleven, resolveu adentrar no mercado lançando Silent Hill. Diferentemente da concorrência que apostava numa história ligada a armamento biológico, zumbis e matança desenfreada, a Konami resolveu apostar no terror psicológico.
O primeiro jogo conta a história de Harry Manson e sua filha Cheryl, em uma viagem de férias a Silent Hill, e os dois acabam envolvendo-se num acidente de carro, fazendo com que Cheryl desaparecesse. Durante o jogo todo Manson fará de tudo para encontrar a sua filha, e nesse meio tempo descobrirá que existe algo errado na cidade de Silent Hill.
Logo de cara percebe-se um tom psicológico no game, a neblina que envolve a cidade acaba dando um clima sombrio, até porque enfrentar inimigos nestas condições chega a ser um tanto quanto desafiador. E quando você pensava que não poderia ficar pior, você se vê numa Silent Hill modificada, com grades, cercas, portas enferrujadas e muito mais sangue do que a versão normal. A história em si acaba sendo muito bem contado, com personagens bem construído, com direito a finais múltiplos dependendo das ações do jogador.
Desta forma Silent Hill acabou se tornando um grande jogo do PSOne, fazendo com que uma continuação fosse algo impossível de não ser realizado.
A MESMA CIDADE... MAS COM ALGO DIFERENTE

James Sunderland
Na carta ela pedia a James para encontrá-la no lugar especial dos dois na cidade de Silent Hill, e apartir dessa premissa é que se iniciam mais algumas horas de jogatina e noites mal dormidas para os jogadores. A cidade de Silent Hill também foi modificada, nenhum cenário será igual ao de Silent Hill original, talvez seja uma nova parte da cidade não mostrada ou mesmo uma nova cidade, vai da interpretação do jogador.
Os gráficos do game são basicamente os mesmo do primeiro jogo, com diferencial do uso do poder do processador do PS2. A neblina ficou um pouco mais intensa, dificultando mais ainda a visão do jogador. Porém, não será somente a neblina que atrapalhará, como de costume, o jogador, mas também a escuridão fará parte de alguns momentos da experiência, o que pode deixar algumas pessoas um pouco decepcionadas se não tiverem um pouco de paciência para orientar-se diante deste “problema”.
Os ângulos de câmera são algumas vezes irritantes, e inúmeras vezes você entrará numa sala ou em um quarto que a câmera não lhe ajudará a encontrar o inimigo da sala, e dependerá somente de sua movimentação e destreza para ter o objetivo desejado. Tirando esses poucos problemas, a jogabilidade continua a mesma, poucas novidades foram adicionadas, até mesmo o rádio, que avisa quando você está prestes a ir de encontro a algum inimigo, está lá.
Uma boa noticia, ou má, dependendo da sua perspectiva, é a inclusão de vários modos de jogo, com os básicos Easy, Medium e Hard (fácil, médio e difícil), mais o modo Begginer, em que você poderá evitar os confrontos diretos com os monstros. Os puzzles do jogo também terão a sua dificuldade escolhida no começo do game, seguindo o mesmo padrão do modo de jogo, e eles não representarão muitos desafios e horas perdidas como alguns outros jogos no estilo “Survival Horror”. Usando um pouco de sua inteligência você consiguirá resolver todos estes puzzles que o jogo oferece.
As animações são excelentes, o trabalho que a Konami fez usando o poder do PS2 faz valer o jogo inteiro. A cada personagem inserido na trama, uma animação o apresentará ao jogador, e será difícil ouvir reclamação de alguém neste quesito.

Silent Hill
É neste capítulo da franquia que temos o famoso vilão Pyramid Head, e garanto pra você que ele lhe fará dar belos pulos na poltrona, pois o maldito poderá aparecer a qualquer momento do jogo, seja num beco escuro, num quarto de hotel ou mesmo num telhado de um prédio, resumindo, ele dará muita dor de cabeça ao jogador.
Existe ainda um sub-jogo nas versões mais recentes feitas pela Konami, intitulado “Born from a Wish”, onde você poderá jogar com Maria, uma das personagens que James encontra no decorrer do jogo. A princípio é só mais um motivo para você jogar um pouco mais, mas não acrescentará quase nada a história principal. Então se você procura um jogo que o faça perder o sono e pular do sofá, Silent Hill 2 é uma perfeita escolha, e claro, podemos considerar um clássico para o PS2, da mesma forma que o primeiro jogo é um clássico para o PSOne.
Mas se quiser entrar mesmo no clima do jogo, sugiro jogar a noite, com luzes apagadas e ninguém em sua casa, os sustos serão em dobro, eu garanto!
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