O game conta a história de Kaim, um imortal que vive há mais de 1000 anos, mas que misteriosamente não se lembra de seu passado. Como um mercenário viajante, ele está envolvido em um dos lados de um combate entre dois grandes exércitos. Durante a batalha, um meteoro gigante cai no meio do campo de batalha, causando destruição em ambos os lados das forças rivais.
Nosso protagonista sobrevive, e é encarregado de descobrir de onde o meteoro veio. Ele se une, então, com outros personagens em uma jornada para descobrir o que aconteceu e recuperar sua memória.
A história não ganhará nenhum prêmio. Não há nenhuma reviravolta na trama e você sabe desde o início quem é o inimigo. Você tem personagens de RPG padrão, e embora alguns deles sejam muito bons, os outros não passam de personagens para encher lingüiça. Um dos pontos importantes da trama são os sonhos. Eles serão descobertos com o decorrer do jogo, e dão a Kaim alguns lapsos de memória do seu passado. Esses sonhos foram escritos pelo japonês Kiyoshi Shigematsu, e embora sejam muito bons (e alguns quase fazem você chorar), não acrescentam quase nada ao jogo.
Para aqueles que gostam dos primeiros RPGs japoneses, a jogabilidade será divertida. Geralmente, você não precisa de muito tempo para descobrir o que fazer em seguida. Assim que você vai progredindo pela história, terá encontros casuais com outros personagens que te ajudarão a elevar seu nível para as batalhas seguintes. E se você encontrar as fraquezas dos chefões rapidamente, o game ficará cada vez mais fácil e comum.
Duas coisas que Lost Odyssey inova na jogabilidade são chamadas de Guard Condition e Aim Ring System. O primeiro leva em conta os personagens que estão na linha de frente, dividindo e deixando-os como barreira para os outros que vem atrás. Enquanto os personagens da linha de frente sofrem danos, a sua condição de guarda diminui, deixando os personagens de trás levarem dano também. Apesar de ser criativo, só é algo a mais para se trabalhar na estratégia, e de vez em quando, se torna algo chato, porque seus inimigos também podem usar.
O Aim Ring System te dá alguma coisa para fazer enquanto a batalha se desdobra. Enquanto o seu personagem ataca normalmente, um anel aparece na tela. Você deve apertar o botão direito, movendo um segundo círculo em direção ao outro. Dependendo de com o que você estiver armado na hora, você pode causar diferentes efeitos se acertar e receber um "bom" ou "perfeito". É uma idéia interessante, e acrescenta um pouco na jogabilidade. Mas no geral, o efeito parece mais baseado na sorte do que na habilidade ou prática.
Os gráficos de Lost Odyssey são acima da média. O design do personagem, as criaturas, a paisagem, tudo parece muito bom. Há um monte de detalhes nas torres e muita variedade de criaturas. Infelizmente, os criadores resolveram pôr um borrão nas coisas que estão longe do personagem. Apesar disso, a cena de abertura da batalha e a outra que vem logo em seguida da queda do meteorito são umas das melhores já vistas.
O efeito sonoro foi feito por alguém já conhecido dos fãs de Final Fantasy, Nobuo Uematsu. As trilhas são aquelas normais de RPG, que não têm razão para ser lembradas. Mas algumas músicas são diferentes, e acrescentam uma emoção a mais em algumas partes da história.
Alguns até podem achar que o game é bacana. Mas não há nada de surpreendente. É difícil acreditar que o Lost Odyssey virá em outras versões. Nada que se compare com o sucesso de Final Fantasy.